Show substituído   25/09/2017 | 20h02     Atualizado em 25/09/2017 | 23h42

FacebookTwitterPinterestGoogle+LinkedIn

Festa dos Motoristas: AMSM cancela show de músico preso em operação contra falsificação de cigarros e sonegação fiscal

Cantor Rafael Siqueira - da dupla Fábio e Rafael, atração do Open Festival - foi solto nesta segunda (25), dia em que AMSM decidiu cancelar show de 7 de outubro. Festa está confirmada e novos músicos serão contratados para animar a noite junto com DJ

Rafael (D), que faria show em São Marcos, foi solto da cadeia em Londrina nesta segunda (25)
Rafael (D), que faria show em São Marcos, foi solto da cadeia em Londrina nesta segunda (25)

A Associação dos Motoristas São-Marquenses (AMSM) decidiu nesta segunda-feira (25) cancelar o show da dupla sertaneja Fábio e Rafael. Os músicos se apresentariam em São Marcos na noite de 7 de outubro, no AMSM Open Festival, atração do primeiro final de semana da 46ª Festa de Aparecida e dos Motoristas. A festa também conta com o DJ Luciano Lanzini e MC Pezão, atrações que seguem confirmadas. Novos artistas serão contratados para substituir a dupla. Conforme a nota de esclarecimento divulgada nesta tarde pelo clube, a decisão foi tomada pela Diretoria Executiva após a repercussão do caso. "Essa atração será substituída e a festa irá acontecer na mesma data, horário e local. Quem já adquiriu seu ingresso pode ficar tranquilo que o mesmo continua valendo", destacou a AMSM, colocando-se a disposição para mais esclarecimentos.

 

A nota divulgada pela AMSM foi publicada no mesmo dia em que Rafael foi solto da cadeia, em Londrina, no noroeste paranaense (o cantor Fábio não teria qualquer envolvimento com os criminosos). Rafael estava preso temporariamente há cinco dias. Seu pai - Clodoaldo José Siqueira, apontado como chefe da organização - segue preso preventivamente. A situação envolvendo o músico Rafael Siqueira ganhou notoriedade em 20 de setembro, quando a Polícia Federal efetuou 35 mandados de busca e apreensão em cidade do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Batizada de "Operação Sem Filtro", a investigação apura crimes contra a saúde pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme as investigações, Clodoaldo usava a empresa de produções artísticas para lavar o dinheiro arrecadado com a falsificação de cigarros. Segundo a PF, a organização criminosa possuía gráfica em São Paulo, onde confeccionava as embalagens dos cigarros paraguaios, que eram produzidos em fábricas clandestinas em Minas Gerais e no Paraná, sendo posteriormente distribuídos para todo o país. Uma das fábricas tinha capacidade para produzir até 100 mil maços por ano. Segundo a Receita Federal, a sonegação de impostos passou de R$ 90 milhões.