Magistério estadual   18/10/2017 | 20h19     Atualizado em 18/10/2017 | 20h36

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Greve dos professores completa um mês em São Marcos sem previsão de acabar

Escolas estaduais são-marquenses estão sem aulas normais desde 19 de setembro. Maranhão segue 100% paralisado e no Ginásio minoria trabalha. Orestes, João Pollo e Monteiro têm aulas parciais e só Giácomo funciona integralmente

Salas vazias: em São Marcos greve dos professores estaduais completa 1 mês
Salas vazias: em São Marcos greve dos professores estaduais completa 1 mês

A greve dos professores estaduais de São Marcos completa um mês nesta quinta-feira (19) sem previsão de acabar. Nos dois maiores colégios da cidade - Ginásio e Maranhão, que oferecem Ensino Médio e concentram mais de mil estudantes - a paralisação é quase total. No Ginásio apenas professores das séries iniciais do Ensino Fundamental, e alguns poucos de disciplinas do Ensino Médio e das séries finais do Fundamental, estão trabalhando. Dos 45 educadores da escola que possui em torno de 700 alunos, 12 estão em atividade. No Maranhão, que congrega 370 alunos, os 47 professores estão paralisados. Na Orestes Manfro, que atende 308 alunos do Ensino Fundamental, seis dos 26 professores seguem em greve. "Voltaram mais quatro hoje (quarta-feira, 18 de outubro) e nos anos iniciais (1º ao 5º) as aulas estão acontecendo normalmente. Só nas séries finais que estamos com aulas parciais", informou a diretora Daniela Ampessan. Na Monteiro Lobato, que conta com 21 educadores e 160 alunos, a situação é semelhante. "Temos 13 trabalhando e 8 em greve. Do 1º ao 5º ano está com aulas normais, mas do 6º ao 9º as atividades são parciais", relata a diretora Giovana Scain Prebianca. Também na Escola João Pollo, que possui 53 alunos matriculados, as aulas estão sendo parciais: dos 15 professores, 9 estão em atividade.

 

Por enquanto a única escola estadual de São Marcos que funciona integralmente é a Giácomo Sandri, que está localizada no Distrito de Pedras Brancas e atende 115 alunos do Ensino Fundamental: nenhum dos 14 professores e 4 funcionárias aderiu à paralisação do magistério gaúcho. A greve dos professores estaduais do Rio Grande do Sul foi deflagrada pelo Cpers no início de setembro em função do parcelamento dos salários e de duas propostas de emenda à Constituição que alteram o plano de carreira e prejudicam as aposentadorias. Também a possibilidade de parcelamento do 13º salário em 24 vezes em 2018 levou os educadores a protestar contra o governo estadual. Como as negociações em Porto Alegre não evoluem, não há qualquer perspectiva de a paralisação ser encerrada. Conforme o Cpers, mais de 60% das escolas estaduais gaúchas estão sem aulas. Já a Secretaria Estadual de Educação diz que a greve atinge menos de 40% dos colégios. Em outubro o governo não parcelou salários, mas pagou atrasado: houve o escalonamento, com os que ganham menos recebendo antes e com a folha sendo quitada até 15 de outubro. Com 76.734 matrículas, o magistério representa a maior categoria do serviço público estadual gaúcho, que conta 342 mil servidores no Executivo, entre ativos, inativos e pensionistas.