23/11/2017 | 14h03     Atualizado em 23/11/2017 | 16h34

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MP de Caxias indicia traficante que trazia cocaína de Florianópolis e abastecia pontos de venda em São Marcos e municípios da Serra

Operação Jurerê foi deflagrada pelo Defrec em setembro e Ministério Público indiciou como suposto líder do esquema o caxiense Geferson José Reis Lorandi, 39 anos, que está preso. Distribuidor conhecido pelo apelido de Gordo segue procurado

Na manhã desta quinta (23),  polícia localizou em Bento um laboratório onde a droga supostamente trazida pelo caxiense era misturada
Na manhã desta quinta (23), polícia localizou em Bento um laboratório onde a droga supostamente trazida pelo caxiense era misturada

Um dos prováveis fornecedores da cocaína que abastece pontos de venda de drogas em São Marcos foi indiciado pelo Ministério Público de Caxias do Sul como suposto líder do esquema que transportava o entorpecente de Florianópolis (SC) para a Serra gaúcha. Conforme processo que tramita na 3ª Vara Criminal, Geferson José Reis Lorandi, 39 anos, seria o líder da estrutura que possui ramificações em São Marcos e pelo menos outros quatro municípios da região: Antônio Prado, Bento Gonçalves, Ipê e Caxias do Sul, onde a polícia já identificou 10 pontos de tráfico que possuíam a cocaína trazida pelo fornecedor. Em Bento Gonçalves, nesta manhã a polícia localizou um laboratório onde a droga supostamente trazida pelo caxiense era misturada. Lorandi está preso preventivamente desde setembro no Presídio Regional de Caxias do Sul, logo após a polícia ter localizado mais de 8 kg de cocaína em apartamento de sua propriedade, no bairro Medianeira, em Caxias (além da droga foram apreendidos um revólver e R$ 33 mil em dinheiro). Segundo a Defrec (Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas), o local seria utilizado para armazenar os entorpecentes (Lorandi residia em imóvel de luxo na Forqueta).

 

De acordo com a investigação, as vendas eram feitas a entregadores e não diretamente aos usuários, com quem o indiciado não tinha contato. As comercializações teriam um valor mínimo de R$ 1,5 mil e o contato com os distribuidores ocorria pelo Whatsapp. Entre os entregadores está o caxiense Alexandre Andrade, 29 anos (Leco), que possui vínculo familiar com Lorandi. Andrade está respondendo ao processo em liberdade. A cocaína trazida de Florianópolis também abasteceria casas noturnas no interior de Caxias. Uma delas é de propriedade de Luiz Everaldo da Silva Paim, réu por tráfico no mesmo processo e que se encontra preso desde que a Defrec localizou drogas, munição e dinheiro em sua boate. Outro entregador vinculado a Lorandi é conhecido pelo apelido de Gordo e segue procurado pela Polícia. O trio trazia em torno de quatro carregamentos por mês de Santa Catarina e a atividade ilícita estava rendendo bem, propiciando ao traficante a compra de imóveis, carros de luxo e sítios. Em relação a São Marcos, até o momento ainda não há informações de quem seria o distribuidor da cocaína supostamente trazida por Lorandi. O L’Attualità indagou o delegado Luciano Pereira, mas ele explicou que a investigação é da Defrec, sem relação com a DP local.