Reclamação   17/12/2017 | 17h21     Atualizado em 18/12/2017 | 08h43

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Fogo no Morro: Moradora solicita retirada de entulhos: ’É uma vergonha não terem ido limpar’

Seis meses após incêndio que destruiu residências nas proximidades do Monte Calvário, prefeitura ainda não limpou local e moradores relatam presença de ratos e cobras: ’No começo do ano vai estar tudo limpo’, assegura secretário

Secretário explica que espera na retirada dos entulhos deve-se a projeto de construção de praça
Secretário explica que espera na retirada dos entulhos deve-se a projeto de construção de praça

Seis meses após o incêndio que destruiu residências no Morro do Calvário, esquina das ruas João Carlos Gasparotto e Raymundo Pessini, os entulhos das casas demolidas seguem espalhados e os moradores do local reivindicam ação da prefeitura para limpar o local. "Meio ano se passou e ainda tem entulho do incêndio. É uma vergonha não terem ido limpar. Como é que deixam uma coisa dessas numa rua em pleno Centro da cidade?", protesta assinante do L’Attuialità que reside perto do local do incêndio. "Moro umas quadras acima, na Rua João Ballardin, que faz travessa com a João Carlos Gasparotto, e todos os moradores estão reclamando", apontou. Ela disse que há infestação de ratos e baratas. "Todos os vizinhos têm reclamação com ratos e baratas. Isso aconteceu depois que ficaram os entulhos, antes não era assim", relatou.

 

Ela destaca que os moradores que reconstruíram suas casas não merecem conviver com a sujeira. "Todo mundo sofria muito com aquele ponto de droga, foram anos de insegurança, brigas e barulheira, e agora que isso terminou e que o pessoal, com muito esforço, reconstruiu suas casas, tem esse problema da sujeira. É só ir ali limpar e não entendo porque ainda não foram", pondera, revelando que já falou quatro vezes com integrantes da administração municipal. "Falei três vezes com o Vinícius Capeletti (Secretário de Serviços Públicos e Urbanos) e uma com o Alfredo Brochetto (Secretário de Obras). Ele disse que vão limpar e fazer uma pracinha, mas quando?", indaga a são-marquense.

 

O L’Attualità contatou o secretário municipal de Obras na última quinta-feira (14). Alfredo Brochetto assegurou que até o começo do ano que vem os entulhos serão retirados. "Como vamos fazer uma praça no local, estamos aguardando para tirar só na hora de iniciar a construção. Ainda não tiramos pra não deixar construir nada ali a não ser a praça. A Engenharia está fazendo o projeto e no mais tardar até o começo do ano que vem vai estar tudo limpo", garantiu Alfredo. O secretário Vinícius Capeletti também foi questionado. "Como precisa retroescavadeira e caçamba esse serviço ficou com a Secretaria de Obras e não com a de Serviços Públicos e Urbanos", explicou.

Incêndio pode ter sido criminoso: moradoras seguem desaparecidas

Na madrugada de 3 de maio, incêndio, ao que tudo indica criminoso, destruiu 5 casas e pode ter matado mãe e filha
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Para os moradores, a obra precisa ser realizada "o quanto antes". "Aqui do lado de casa a prefeitura ainda não veio tirar os entulhos, isso que o incêndio foi em maio. Tem um monte de ratos e até mesmo uma cobra coral foi encontrada nesses entulhos. Não ajudaram para reconstruir nossa casa nem sequer com cascalho, então pelo menos venham limpar esses entulhos", postou moradora em seu perfil no Facebook, solicitando ação da prefeitura para limpar a área, que é de domínio público.

 

Além dos entulhos, também os ossos encontrados no local e que foram enviados à perícia no IGP (Instituo Geral de Perícias), para saber se eram humanos, ainda não tiveram o resultado divulgado, conforme o delegado Luciano Pereira. "O resultado ainda não saiu", disse. Caso a perícia comprove que os ossos são humanos, será aberto inquérito para apurar se o incêndio foi criminoso e relacionado ao tráfico. Mãe e filha que residiam na casa, que era ponto de venda de entorpecentes, seguem desaparecidas. Caso a perícia confirme que os ossos são humanos, a polícia investigará a possibilidade de elas terem morrido carbonizadas.