Segurança   08/02/2018 | 08h31     Atualizado em 08/02/2018 | 11h28

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Auxílio-moradia para policiais: vereador solicita que prefeito de São Marcos renove convênio com Consepro

Genílson Marcon (PP) protocolou pedido de informação e solicitou audiência pública para que prefeitura continue repassando dinheiro. Em 2017 foram R$ 245 mil: ’O sentimento dos agentes é de descaso e já há pedidos de transferência’

Marcon defende continuidade de subsídio público para policiais, bombeiros e câmeras
Marcon defende continuidade de subsídio público para policiais, bombeiros e câmeras
Foto: divulgação Câmara de Vereadores

A exemplo do que aconteceu em 2017, novamente em 2018 o vereador Genílson Marcon (PP) abraça a causa dos policiais civis, bombeiros e brigadianos que reivindicam manutenção do auxílio-permanência (mais conhecido como auxílio-moradia) que recebem da prefeitura por estarem trabalhando em São Marcos. O benefício custou em torno de R$ 170 mil aos cofres públicos municipais em 2017 e o vereador reivindica que o prefeito Evandro Kuwer (PMDB) renove o convênio com o Consepro, garantindo o auxílio também neste ano. "Na sessão de segunda-feira (5) alertei aos colegas e presentes sobre a crise que está se instalando na segurança pública da nossa cidade. O que me preocupa é a situação dos nossos agentes da segurança (Bombeiros, Brigada e Civil) que deixam de ter neste mês de fevereiro o Auxílio Permanência de R$ 400,00 cada um, que são pagos pela prefeitura, porque até o momento não foi renovado o Termo de Parceria com o Consepro que previa estes repasses. E o prefeito informou aos agentes que até segunda ordem não será realizado o pagamento", destacou o vereador.

 

Segundo Marcon, o auxílio de R$ 400 é concedido a 18 brigadianos, 5 policiais civis e 10 bombeiros, beneficiando 33 servidores estaduais, além da funcionária que confecciona as carteiras de identidade na Delegacia de Polícia Civil. Ele lembra que o salário líquido de um brigadiano gira em torno de R$ 3,2 mil e que o auxílio é necessário para que eles permaneçam residindo em São Marcos. "Fui procurado pelos agentes da segurança com essa preocupação desde dezembro de 2017, quando encaminhei Pedido de Informação no dia  6 de dezembro, solicitando ao prefeito explicações. Hoje se completam 60 dias sem o devido retorno, afrontando as obrigações de fornecer resposta em até 30 dias da solicitação. Também participei de reuniões na Delegacia, fui a Brigada Militar e ao Corpo de Bombeiros e percebi que o sentimento dos nossos agentes com a prefeitura é de total descaso pela falta de valorização e reconhecimento pelo serviço realizado, resultando já em pedidos de transferência para irem embora de nossa cidade", alertou.

 

Marcon lembra que o convênio com o Consepro, cujo contrato venceu em 31 de dezembro, estipulava o repasse de R$ 245 mil por ano em 4 parcelas trimestrais. O vereador destaca que, além dos R$ 170 mil gastos com auxílio-moradia a policiais e bombeiros, há R$ 75 mil investidos no sistema de videomonitoramento (as câmeras de vigilância são pagas pela prefeitura, CIC e CDL). Ele ressalta a importância de a administração investir em segurança pública. "Conversei com autoridades de outras cidades da região e, ao que tudo indica, somos o primeiro município que não está encaminhando a renovação do incentivo aos agentes da segurança. Por isso sugiro protocolei pedido de audiência pública junto à Câmara de Vereadores, neste dia 7 de fevereiro, para ser realizada no dia 21 de fevereiro com prefeito, lideranças e agentes da segurança para tratar sobre o assunto com a mais rápida atenção e comprometimento em resolver este impasse da segurança pública", afirma o vereador. No Pedido de Informações protocolado ainda no dia 6 de dezembro de 2017,  Marcon solicita esclarecimentos sobre o processo de renovação do convênio e indaga se houve algum apontamento do TCE (Tribunal de Contas do Estado) sobre o repasse.