Gestão municipal   26/04/2018 | 09h57     Atualizado em 26/04/2018 | 15h06

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Governo municipal de São Marcos inicia mudanças: vereador Vini sai do Planejamento e assume Secretaria de Assistência Social

Diretora Aparecida Libardi Boff foi convidada a assumir outro setor, mas optou por sair do governo de Evandro Kuwer

Vinicius deixou Câmara de Vereadores em fevereiro para assumir Planejamento e, agora, assume Assistência Social
Vinicius deixou Câmara de Vereadores em fevereiro para assumir Planejamento e, agora, assume Assistência Social

Foto: divulgação

Esta quinta-feira, 26 de abril, inicia com mudanças no governo municipal de São Marcos. O secretário municipal de Planejamento, vereador Vinicius Pedroso (PSB), que assumiu o cargo em 20 de fevereiro deste ano, deixando a Câmara de Vereadores, assumiu nesta manhã  o cargo de secretário municipal de Assistência Social. Ele foi convidado a assumir a pasta e iniciará os trabalhos ainda nessa semana. Quem deverá ficar no comando da Secretaria Municipal de Planejamento é a até então secretária municipal de Saúde e vice-prefeita, Rosa Fontana. A saída de Rosa da Secretaria de Saúde, contudo, não foi confirmada pelo prefeito Evandro Kuwer, que também conversou com a reportagem do L’Attualità nesta quinta-feira (26). "Para as demais secretarias não tem nenhuma mudança confirmada. Na verdade nesse momento quem assume o Planejamento é o Renato Chinelatto, que acumula também a Secretaria de Administração", informou Evandro Kuwer, que não antecipou as próximas alterações. "Algumas trocas poderemos ter, mas no momento não tenho nada oficial para divulgar", destacou o prefeito. As mudanças na equipe de governo teriam o objetivo de melhorar a gestão das secretarias, e já estariam previstas há alguns meses. De acordo com fontes extraoficiais contatadas pelo L’Attualità, as trocas de comando também teriam relação com problemas internos nas secretarias de Saúde e de Assistência Social.

Além disso, também teria partido da Promotoria de Justiça pedido de melhoria na gestão da Assistência Social devido a problemas que estariam ocorrendo na Casa Mãe Rainha, que abriga menores de idade em situação de vulnerabilidade social. Dessa forma, a atual diretora, Aparecida Libardi Boff, teria sido convidada para assumir outro setor na prefeitura, mas não aceitou a proposta e acabou deixando o governo do prefeito Evandro Kuwer. "Eu não sabia que haveria essa troca, foi uma surpresa. Fui informada nesta terça-feira (24) pelo prefeito, que me disse que eu sairia da Secretaria e fez uma contraproposta", contou Aparecida ao L’Attualità.

Para o cargo de novo secretário da Secretaria Municipal de Saúde, o governo municipal já teria feito um convite, mas a informação não foi confirmada pelo prefeito Evandro Kuwer. O secretário Vinicius Pedroso (PSB) terá o apoio do colega de partido Valmor Muller Bresch, que atualmente ocupa no governo do Estado o cargo de Coordenador Regional de Assistência Social. "Tenho essa função no Estado, mas da região de Campestre da Serra até Lagoa Vermelha. Então posso ajudar para tornar a administração mais técnica", destacou Valmor. 

’Quando se queima uma liderança é o começo do fim’

Aparecida: ’Minha posição em relação ao partido eu ainda não avaliei, mas estou afastada da política’
Aparecida: ’Minha posição em relação ao partido eu ainda não avaliei, mas estou afastada da política’

Foto: divulgação

O L’Attualità conversou com a atual diretora municipal de Assistência Social, Aparecida Libardi Boff, que revelou ter ficado surpresa com a notícia que lhe foi dada apenas nesta terça-feira, 24 de abril. "O prefeito fez uma contraproposta para assumir um setor da Secretaria de  Saúde por um salário inferior e eu não aceitei", conta. Aparecida afirma que os problemas na Assistência Social, conflitos entre os funcionários da Secretaria, foram herdados da última administração municipal e se agravaram com a falta de apoio do governo municipal. "Se eu tivesse tido mais apoio, muita coisa interna teria sido resolvida. Eu herdei a Secretaria da forma que estava, com problemas de conflito entre funcionários  concursados", revela.

Aparecida ressalta que algumas medidas que estavam em andamento para resolver os problemas da Casa Mãe Rainha deverão ter continuidade por serem iniciativa do prefeito Evandro Kuwer. "Era a ideia dele tirar as pessoas problemáticas do convívio com as crianças no Mãe Rainha. Nós fomos conhecer um lar de acolhimento em Taquara e a ideia do prefeito era transferir adolescentes para lá, os que não iriam retornar para a família quando fazem 18. Iríamos transferir dois meninos", informa Aparecida. Ela destacou que suas ações não tiveram aprovação da prefeitura, mas que sempre teve apoio da população que atendia. "Não fui aprovada pelo governo, mas para o povo que era atendido por mim eu sempre buscava resolução. Eu saio, mas os problemas internos devem continuar se o novo diretor não tiver apoio do governo", lamenta.

Aparecida, que é filiada ao PMDB há cerca de 15 anos, confessa que ficou surpresa com a decisão, principalmente por ter apoiado o partido durante a campanha eleitoral. "Eu fui a primeira vereadora eleita do PMDB, eu fui a primeira líder de bancada do PMDB, isso é minha história. Eu sei o quanto eu me dediquei na última campanha. Então minha posição em relação ao partido eu ainda não avaliei, mas estou afastada da política", anunciou, destacando que, por ter representatividade no partido, deverá ter o apoio de outras pessoas. "Esse é um governo que quer economizar, reduzir gastos, mas a gente sabe que não está havendo isso. Por isso que a política fica assim, e vai numa dimensão de descredibilidade por causa de uma situação de negociatas. Quando se queima lideranças é o começo do fim, é só uma liderança, mas se perde apoio", pontuou Aparecida.