Exército Nacional   27/04/2018 | 22h35     Atualizado em 04/05/2018 | 20h42

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General Miotto assume comando militar do Sul: são-marquenses prestigiaram cerimônia de posse em POA

Natural de São Marcos, Geraldo Miotto foi empossado nesta quinta (26) e comandará efetivo de 54 mil homens em 162 quartéis: ’Quase toda artilharia do Exército e 100% dos blindados estão sob nosso comando’

Cerimônia de posse foi realizada no 3º Regimento de Cavalaria de Guarda (3º RCG), em Porto Alegre
Cerimônia de posse foi realizada no 3º Regimento de Cavalaria de Guarda (3º RCG), em Porto Alegre
Foto: divulgação

O general Geraldo Antônio Miotto, 63 anos, assumiu nesta quinta-feira (26) o Comando Militar do Sul (CMS). O cargo foi oficialmente ocupado pelo são-marquense em cerimônia realizada no 3º Regimento de Cavalaria de Guarda (3º RCG), no bairro Partenon, na zona Leste de Porto Alegre. Ele assume o lugar do general de Exército Edson Leal Pujol, que comandou o CMS por mais de dois anos. Miotto retornou ao Sul após dois anos no Comando Militar da Amazônia (CMA). Ele conversou com o L’Attualità nesta sexta (27), expressando seu contentamento com o novo cargo, que o deixa mais próximo de sua terra natal. "Almejava muito vir pro Sul. Sou de São Marcos e meus filhos nasceram neste município. Tenho uma filha médica, a Rebeca, que é tenente do Exército; e também o meu genro serviu um ano no Exército. Tenho um filho que é tenente do Exército de carreira e que atua como piloto de helicóptero. Minha mulher é de São Marcos, todos familiares são daí e tenho um carinho e apreço muito grande por todos os são-marquenses", declarou à reportagem do L’Attualità.

General Miotto estará a frente de 54 mil homens do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
General Miotto estará a frente de 54 mil homens do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
Foto: divulgação

Comandando o Exército Nacional nos três estados do Sul (RS, SC e PR), Miotto estará a frente de 54 mil homens e 162 quartéis. Segundo ele, a maior parte no Rio Grande do Sul. "Aqui neste comando estão 100% dos blindados do Exército, e quase toda artilharia está sob o nosso comando", assinalou. Ele disse que entre suas missões está "coibir o ilícito transnacional" (contrabando, narcotráfico, etc.). "Temos o poder de polícia para fazer isso numa faixa de fronteira até 150 km dentro do território brasileiro", revelou, lembrando que atuará numa região estratégica neste tipo de atividade, a fronteira do Brasil com o Paraguai.  Em relação às transferências, ele disse que elas são uma prática comum no Exército Nacional. "As transferências ocorrem para que possamos conhecer o Brasil e até por segurança da gente. Então trocamos a cada dois anos em média, até para ’oxigenação’ da força: quando a pessoa fica muito tempo num mesmo lugar começa a achar tudo normal", assinalou.

Van levou são-marquenses a POA para prestigiar posse: ’A passagem de comando foi a cavalo’

A posse do general Miotto contou com presença de são-marquenses, que alugaram uma Van para ir à capital do Estado. Miotto agradeceu a presença de seus conterrâneos. "Veio um pessoal de São Marcos, meus irmãos, pessoas da família e também são-marquenses ligados ao Exército, como a família Bortoluzzi, pois o seu Humberto (que dá nome à praça situada no bairro Francisco Doncatto) foi cadete da Escola Militar. Também estava o ex-prefeito Demétrio Lazzaretti, que foi do Exército, e o Iraci Magrin, que é tenente. Ainda esteve o Dr. Flávio Fontana, que é médico da família, o seu Rogério Soldatelli, entre outros que vieram prestigiar e a quem agradeço, porque isso é algo importante e marcante em minha vida profissional", citou. Ele destaca que o evento, que contou com aproximadamente duas mil pessoas, teve um momento marcante, pois a passagem de comando foi feita a cavalo. "Foi marcante porque aqui no Comando Militar do Sul, antigo 3º Exército, teve passagem de comando a cavalo. Isso porque general Pujol e eu somos oficiais de cavalaria. Então foi bonito porque foi a cavalo", apontou, salientando que a cerimônia de passagem de comando teve presença das tropas dos 3 Estados e desfile militar com 2 mil homens. "Também teve o regimento de cavalaria e várias autoridades comparecem. Teve gente que veio dos Estados Unidos prestigiar, vieram pessoas de Manaus, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros lugares onde servi e com quem trabalhei, pois em minha carreira no Exército já estive em vários locais", observou.

De fato, a carreira do General Geraldo Miotto é extensa. O são-marquense ingressou no Exército em 28 de fevereiro de 1972, na Escola Preparatória de Cadetes, em Campinas (SP). O militar foi declarado aspirante a oficial da arma de Cavalaria em 14 de dezembro de 1978, sendo classificado no 3º Esquadrão do 1º Regimento de Cavalaria Motorizado, em Passo Fundo (RS). Miotto concluiu os cursos básico de paraquedista, no Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil; de Operações na Selva, categoria "A", no Centro de Instrução de Guerra na Selva; e de Oficial de Comunicações, na Escola de Comunicações. Ele realizou ainda o estágio de operações de inteligência na Escola Nacional de Informações e o curso de Inteligência no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Recursos Humanos em Brasília. O militar realizou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Arma de Cavalaria e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, ambas no Rio de Janeiro. O general participou também dos cursos do Estado-Maior na Escuela Superior de Guerra, na Argentina, e de Altos Estudos de Política e Estratégia, integrando a turma "Vontade Nacional", da Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro. Miotto ainda exerceu os cargos de secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional da presidência da República e de vice-chefe do Departamento-Geral do Pessoal, ambos em Brasília, em 2015. Foi condecorado com a medalha Marechal Hermes de bronze com uma coroa, a Medalha de Serviço Amazônico com passador de bronze e a Medalha "Al Merito a la Confraternidad Militar" do Exército Argentino. "Na Argentina fui fazer curso de Doutorado Militar e fiquei um ano como Oficial de Ligação das escolas militares dos exércitos brasileiro e argentino", comentou.