Investigação   12/06/2018 | 10h09     Atualizado em 12/06/2018 | 10h40

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Incêndio no Calvário: mãe e filha morreram queimadas e suspeito de ser o mandante será indiciado pela DP de São Marcos

Confirmado pela perícia: ossos encontrados em escombros de incêndio ocorrido em maio de 2017 são de Angela Moraes Sá, 45 anos, e Andreza Ribeiro Sá, 23 anos: ’Homem vai ser indiciado por ser o mandante e a causa é envolvimento com tráfico`

Em maio de 2017, incêndio destruiu 5 casas, entre elas, conhecido ponto de tráfico de drogas
Em maio de 2017, incêndio destruiu 5 casas, entre elas, conhecido ponto de tráfico de drogas

Foto: arquivo Jornal L´Attualità

Mais de um ano após o incêndio que destruiu cinco residências próximo ao Monte Calvário, a Polícia Civil de São Marcos divulga resultado de perícia. O que, no início, era tratado como incidente se confirmou como uma ação criminosa do tráfico. Uma das casas atingidas no dia 3 de maio de 2017 se tratava de conhecido ponto de venda de drogas, popularmente conhecido como "Castelinho". Nos escombros da construção foram localizados vestígios de ossos, que foram enviados à perícia em Porto Alegre para identificar se eram de fato humanos. O resultado do inquérito chegou no final de 2017 e confirmou o que já suspeitava a Polícia Civil: os ossos são de Angela Maria Moraes Sá (Toti), de 45 anos, natural de Lages (SC), e de sua filha Andreza Ribeiro Sá, 23 anos, natural de São Marcos. "O inquérito confirmou a suspeita de que é mãe e filha, foram confirmadas as identidades delas. Havia essa suspeita porque elas estavam sumidas desde a data do incêndio", revela o delegado Edinei Albarello.

A investigação, iniciada quando o delegado Luciano Righês Pereira estava no comando da Delegacia da Polícia Civil de São Marcos, já indicava que o incêndio poderia ter sido criminoso, um possível acerto de contas entre traficantes. Agora, com a confirmação de que a ossada é humana, a Polícia Civil deve dar continuidade às investigações seguindo a linha do homicídio. "Um homem de 47 anos vai ser indiciado pelo homicídio, por ser o mandante. Ele é de Caxias do Sul e a causa é envolvimento com tráfico de drogas", informa o novo delegado Edinei Albarello. Ele relata que, diante da suspeita, foram ouvidas muitas testemunhas, que levam à confirmação de que o incêndio foi criminoso e com intenção de matar Angela e Andreza. "Essa pessoa foi inquirida um tempo atrás como suspeita, mas não tinha muitos elementos, mas agora com mais oitivas e outras testemunhas temos indícios de que ela tenha mandando matar essas pessoas. Tenho absoluta certeza que foi criminoso esse incêndio. Agora vamos concluir o inquérito, vamos indiciar essa pessoa e vai para o fórum, se o promotor entender que tem elementos suficientes ele denuncia e vira processo para ir a julgamento", detalha Edinei.

O delegado da Polícia Civil de São Marcos destaca que não é possível afirmar se as mulheres teriam morrido queimadas, ou se já haviam entrado em óbito antes do início do incêndio. "A única coisa que tem no inquérito é que houve o incêndio e tem corpos, não tem a causa morte. Foram encontrados só pedaços de ossos no local, não tem como identificar se morreram antes ou durante o incêndio", esclarece Edinei Albarello.