Operação policial   04/07/2018 | 16h32     Atualizado em 05/07/2018 | 08h24

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Ação da Polícia Federal contra pornografia infantil em São Marcos volta foco da comunidade para crimes na internet

Dois HDs, um laptop e dois celulares foram apreendidos em São Marcos, na casa de universitário de 23 anos que, segundo investigações, compartilhava fotos envolvendo crianças e adolescentes

Investigação está em curso em unidade da PF em Brasília desde fevereiro
Investigação está em curso em unidade da PF em Brasília desde fevereiro

A notícia deixou a população de São Marcos, de apenas 22 mil habitantes, perplexa na manhã desta quarta-feira (4).  Quando a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na cidade em ação de combate à divulgação de pornografia infantil na internet.  As investigações começaram em fevereiro deste ano, a partir de informações repassadas à Delegacia de Polícia Federal de Caxias do Sul pela Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil na Internet, departamento da Polícia Federal localizado em Brasília.

 

"Essa unidade em Brasília recebe uma série de informações, verifica que um endereço de IP está acessando pornografia infantil e as unidades locais (delegacias da Polícia Federal) realizam o aprofundamento dessas investigações. O objetivo de hoje foi arrecadar os equipamentos de informática da pessoa que é investigada, pra confirmar realmente se essa prática do crime de compartilhamento de pornografia infantil ocorreu ou não", informou assessor de comunicação da Polícia Federal.

 

O alvo das buscas foi a casa de um universitário são-marquense de 23 anos, onde foram apreendidos dois HDs, um laptop e dois celulares que vão ser encaminhados para perícia.

PF apreendeu dois HDs, um laptop e dois celulares: conteúdo será analisado na investigação
PF apreendeu dois HDs, um laptop e dois celulares: conteúdo será analisado na investigação

Segundo a Polícia Federal, a princípio o jovem não estaria produzindo as imagens, mas apenas compartilhava fotos de pornografia infantil que recebia. Ele estava em casa e não reagiu à ação policial. "O que se identifica é o ponto de acesso, então essa questão do envolvimento e da confirmação de que a pessoa investigada está praticando o crime vem ao longo da investigação, e vai ser confirmado ou não ao final do inquérito.

 

A investigação segue com esse material que foi apreendido hoje, que vai ser periciado e analisado, e a partir daí se obtém a conclusão", detalha o assessor de comunicação da Polícia Federal. Conforme revela, o jovem não foi preso, pois havia apenas um mandado de busca e apreensão em sua residência. A assessoria também informa que cumprimentos da mandados dessa natureza pela Polícia Federal não são frequentes na Serra gaúcha.

 

Todos os envolvidos serão ouvidos no inquérito policial e, caso haja a confirmação da produção ou compartilhamento de pornografia infantil, responderão pelo crime previsto no artigo 241-A da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), cujas penas podem chegar a 6 anos de reclusão.