Transportes   05/09/2018 | 08h19     Atualizado em 05/09/2018 | 15h11

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Após aumento no preço do diesel, caminhoneiros reivindicarão em Brasília a fiscalização da tabela do frete

Caminhoneiros participarão de reunião em Brasília, no próximo dia 12 de setembro, para reivindicar fiscalização da tabela do frete. Não haverá paralisação da classe

Líder da paralisação em São Marcos, motorista Daniel de Carvalho, o Sereno, descarta nova paralisação
Líder da paralisação em São Marcos, motorista Daniel de Carvalho, o Sereno, descarta nova paralisação

Foto: arquivo pessoal

Em maio deste ano, após a grande paralisação dos transportes no Brasil, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros firmou acordo com o governo federal para encerrar a greve. A promessa foi de redução de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel, congelamento dos preços por 60 dias, reajustes mensais após esse período, tabela mínima do frete e outras propostas. Cerca de 90 dias após o fim da mobilização e atendimento de suas reivindicações, o preço do diesel voltou a subir. A Petrobras aumentou o preço do combustível nas refinarias em 13,03% no último dia 31 de agosto, e a nova tabela implica também em aumento nas bombas. Com o ajuste, o preço passou de R$ 2,0316 para R$ 2,2964 nas refinarias. Além do diesel, também o preço da gasolina aumentou 1,53% nas refinarias, passando de R$ 2,1375 para R$ 2,1704. A média nas bombas será de R$ 4,848 para a gasolina e R$ 3,564 para o diesel. Os caminhoneiros pressionam, agora, o aumento também no preço do frete rodoviário. "Agora teve esse aumento de diesel e não ficou ruim, mas se aumenta o diesel tem que aumentar a tabela. Se o diesel aumentou 10%, a tabela do frete aumenta 10%", observa o caminhoneiro Daniel da Silva de Carvalho, conhecido como Sereno.

Ele, que trabalha como caminhoneiro há cerca de 8 anos, ressalta que não deve acontecer paralisação, desmentindo os boatos espalhados nas redes sociais, mas informa que acontecerá reunião em Brasília, no dia 12 de setembro, reivindicando a fiscalização da tabela do frete. "Paralisação por parte dos caminhoneiros a princípio não vai ter, o que vai ter é uma movimentação em Brasília no dia 12, em relação à fiscalização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) sobre a tabela, para eles começarem uma fiscalização mais rígida para seguir a tabela mínima do frete", ressalta Sereno, uma das lideranças da paralisação dos caminhoneiros em São Marcos no mês de maio. Ele destaca que,  após a paralisação, algumas empresas passaram a pagar corretamente o preço do frete, porém os profissionais autônomos seguem enfrentando alguns problemas. "A maioria das empresas segue a tabela. O não cumprimento acontece entre os autônomos, muitas transportadoras não estão pagando, mas o autônomo carrega, porque ele precisa trabalhar", lamenta Sereno.

O motorista destaca a importância da classe fazer a reivindicação para que a fiscalização seja cumprida. "Quando eles fiscalizarem com rigidez, a transportadora vai ter que pagar e o autônomo vai poder trabalhar", ressalta Sereno, lamentando que é o consumidor final quem arca com os reajustes no combustível. "Quem vai pagar vai ser o consumidor. Todo mundo sabe que eles não iam baixar tudo aquilo e depois não mexer mais no preço. Isso (aumento) ia acontecer. Infelizmente eles botam mais impostos em cima do que a gente precisa para trabalhar", protesta o caminhoneiro são-marquense.