Eleições 2018   29/10/2018 | 11h09     Atualizado em 29/10/2018 | 13h55

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Em São Marcos, Sartori vira votação e ultrapassa Eduardo Leite enquanto Bolsonaro acumulou 84,06% dos votos

No segundo turno, Sartori (MDB) venceu de virada em São Marcos, fazendo 52,75% dos votos, mas não foi suficiente para ser eleito no Estado, e Eduardo Leite (PSDB) será novo governador. Já Bolsonaro (PSL) permaneceu na liderança e fez 84,06% dos votos

Equipe do Cartório Eleitoral de São Marcos atuou na apuração de 55 urnas no município
Equipe do Cartório Eleitoral de São Marcos atuou na apuração de 55 urnas no município

Foto: divulgação

Este domingo, 28 de outubro, foi o dia decisivo para saber quem governará o Brasil e o Rio Grande do Sul nos próximos quatro anos. Em São Marcos, dos 15.102 eleitores, 13.673 foram às urnas, sendo que foram computados apenas 12.298 votos válidos, em 55 urnas. De acordo com o chefe do cartório Eleitoral de São Marcos, Ubiratan Goulart, não foi registrada nenhuma denúncia relacionada às urnas no município. "Não tivemos nenhum incidente em São Marcos, nenhuma urna com defeito, tudo tranquilo, nada de alteração. Não tivemos reclamações de tipo nenhum", ressaltou. Conforme relata, foram registadas apenas falhas no reconhecimento biométrico, problema que já havia acontecido no 1º turno. "Temos uma estatística do TRE de que 81,36% das digitais foram reconhecidas pelo leitor biométrico no primeiro turno. Do segundo turno ainda não temos os dados, mas, como já se tinha conhecimento das falhas, isso estava dentro do esperado", comenta Ubiratan.

Na foto, equipe que trabalhou na apuração dos votos no Cartório Eleitoral de São Marcos: funcionários do cartório, junta apuradora (que acompanha todos os eventos da votação, que atua sobre eventuais correções e falhas, decidindo também sobre impedimentos e pedidos de impugnações, formada por Sandra Perin Brambatti, Luciana Camila Stich e o suplente Luiz Fernando Diniz) e escrutinadores, que recebem os boletins de urna e materiais das seções, além de fazerem a contagem dos votos em papel caso alguma urna eletrônica venha a falhar.

´A população do Rio Grande do Sul não costuma reeleger governador´

No primeiro turno Eduardo Leite (PSDB) saiu na frente em São Marcos, mas no segundo turno José Ivo Sartori (MDB) virou a votação e passou na frente de Leite, ficando com 52,75% (6.416 votos), enquanto o candidato do PSDB ficou com 47,25% (5.747 votos). Porém, os votos dos são-marquenses não foram suficientes para eleger Sartori. No Estado, Leite ficou com 53,62% dos votos, frente a 46,38% de Sartori. O presidente do MDB de São Marcos, Bruno Fachini, destaca que a virada de Sartori no município se justifica pelo apoio declarado ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) e também pela propaganda mais focada por parte da militância local neste segundo turno. "O que colaborou para a virada foi o diretório e o apoio ao Bolsonaro. As ideias dos dois compactuam na grande maioria. Não tínhamos o candidato à presidência para apoiar antes, o PP e PSDB já estavam focados no Leite e se mantiveram no segundo turno, e muitos deputados federais estavam com o Bolsonaro. Nós não, aqui muitos partidários votaram no Meirelles por causa do Rigotto, e só no segundo turno que se apoiou o Bolsonaro", comenta Bruno.

Bruno destaca que a tendência no Rio Grande do Sul é não reeleger governadores e que, diante dessa realidade, a votação para Sartori foi expressiva. "As pessoas do Estado nunca tiveram a intenção de reeleger alguém. Então dessa vez, com bastante trabalho e dedicação a gente explicou a situação e o pessoal entendeu, e o Sartori ficou na frente em São Marcos. Essa diferença no Estado foi por poucos votos, para nós do MDB é uma infelicidade, achávamos que o Sartori estava fazendo um bom trabalho e merecia continuar, mas a população do Rio Grande do Sul não costuma reeleger ninguém", destaca, comentando, ainda, que o governo municipal seguirá alinhado ao governo do Estado. "Não podemos esquecer que a nossa vice-prefeita é do PSDB, então está coligado conosco, mas para São Marcos o Sartori poderia fazer muito mais. Para o governo Kuwer não ficou tão ruim, porque a vice é do PSDB, então tem uma comunicação", ressalta.

Vice-prefeita Rosa Fontana, do PSDB, deve facilitar contato com governo estadual

A vice-prefeita de São Marcos, Rosa Fontana, é uma das representantes do PSDB, partido do governador eleito no Rio Grande do Sul, que poderá facilitar o contato com o governo estadual a partir de 2019. Ela destaca que será possível dar continuidade a este contato através de Eduardo Leite e que a saída de Sartori não será negativa para o município. "Antes tínhamos o governo do partido do prefeito, agora temos um governo do partido da vice. Isso favorece a continuidade do contato, em nada vai travar as conversações do município. Não perdemos nada, só ganhamos", destaca Rosa, ressaltando que o governo deverá ter outros representantes que podem manter contato direto com São Marcos. "Alguns secretários que ele está buscando têm relação com São Marcos também, próximos de candidatos que foram apoiados aqui. As conversas se tornam facilitadas para mim e me sinto capaz de buscar algo a mais para São Marcos", comenta Rosa.

Ela destaca que o resultado da votação em São Marcos era esperado, já que Sartori tem grande representatividade na região da Serra gaúcha. "Moramos em uma região de italianos, e Sartori é da região. Era certo que a Serra seria um problema para o Eduardo Leite, era provável que isso aconteceria. Foi uma questão de campanha, mas na região de Pelotas ele teve uma votação muito boa, porque teve atitudes que beneficiaram o povo, ele trabalhou em busca de melhorias", observa. Rosa comenta que Eduardo Leite deverá trazer novidades para a política gaúcha, com ações mais modernas. "Vamos ter a partir de 2019 um governo com olhar moderno, buscando parcerias e dando esperança para o povo gaúcho. Ele está inspirando muita confiança nas pessoas e governos, entrou como uma pessoa que quer ajudar o povo. Vamos ter um governo com novas atitudes, que não vimos acontecer no Rio Grande do Sul ainda", ressalta a vice-prefeita.

Bolsonaro fez 84,06% dos votos em São Marcos

São-marquenses fizeram carreata em comemoração à vitória de Bolsonaro na noite deste domingo (28)
São-marquenses fizeram carreata em comemoração à vitória de Bolsonaro na noite deste domingo (28)

Foto: divulgação

No segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) seguiu na liderança também em São Marcos. No Brasil ele obteve 55,13% dos votos, contra 44,87% de Fernando Haddad (PT), e vai assumir a presidência do país. Em São Marcos a votação foi ainda mais expressiva, ele conquistou 10.338 votos, ou seja 84,06%, enquanto Haddad fez 1.960 votos (15,94%). No município foram computados 323 votos brancos e 1.052 votos nulos. "Ficamos muito felizes com o resultado e agradecemos as pessoas que comemoraram com nós que nos ajudaram na organização do nosso PSL", declarou o presidente do PSL de São Marcos, Fábio Medeiros. Ele comenta, ainda, que o partido de Bolsonaro está em constante crescimento. "É um partido que vem com uma proposta nova, e é um partido grande, que mostrou muita força. Vamos acreditar que as coisas venham a melhorar para o Brasil como um todo", destaca. 

 

Fabio Medeiros ressalta que as expectativas são de mudanças principalmente em relação à segurança e à educação, mas será necessário o apoio dos demais representantes do PSL eleitos. "O Bolsonaro tem a característica de não ficar em cima do muro. Vamos ter de ter o apoio dos deputados que foram eleitos, porque as leis estão nas mãos dos deputados para aprovação e do Poder Executivo. Esperamos que mude a segurança, porque as leis hoje protegem os que erram, e não punem. E também os princípios da educação", declarou.